Memória musical

Entrevista concedida ao Programa Memória Musical da Rádio Nacional de Brasília-DF.

Data: 30 de setembro de 2017.

Apresentador: Márcio Lacombe

Entrevistado: Farlley Derze

Passagens-Amanda

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

Passei a colher depoimentos de pessoas de todo o Brasil.

Os depoimentos eram enviados por audio através do WhatsApp.

Se você quiser participar, envie-me um audio por WhatsApp. Eis meu número: (61) 98450-1058.

No audio você cita primeiramente “o seu nome”, “sua idade”, “sua ocupação” e “a cidade onde vive”. Em seguida você narra pelo tempo de um minuto, aproximadamente, que situação de sua vida foi marcada por uma música. Você menciona o nome da música (se possível, o compositor ou quem a gravou, se não souber tudo bem). Eu busco a gravação da música no youtube e anexo-a à sua história.

Passagens-Ana-Paula

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Carlos-Vinicius

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Crismoura

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Debora-Ikeda

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Eloa-Franca

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Elson-Campos-Filho

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Enio-Padilha

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Joaquim-Belizario-Baptista

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Jorge-Joia

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Jose-Costa

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Lilian-Goldschmidt

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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No audio você cita primeiramente “o seu nome”, “sua idade”, “sua ocupação” e “a cidade onde vive”. Em seguida você narra pelo tempo de um minuto, aproximadamente, que situação de sua vida foi marcada por uma música. Você menciona o nome da música (se possível, o compositor ou quem a gravou, se não souber tudo bem). Eu busco a gravação da música no youtube e anexo-a à sua história.

Passagens-Luiz-Alberto

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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No audio você cita primeiramente “o seu nome”, “sua idade”, “sua ocupação” e “a cidade onde vive”. Em seguida você narra pelo tempo de um minuto, aproximadamente, que situação de sua vida foi marcada por uma música. Você menciona o nome da música (se possível, o compositor ou quem a gravou, se não souber tudo bem). Eu busco a gravação da música no youtube e anexo-a à sua história.

Passagens-Marcia-Mossmann

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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No audio você cita primeiramente “o seu nome”, “sua idade”, “sua ocupação” e “a cidade onde vive”. Em seguida você narra pelo tempo de um minuto, aproximadamente, que situação de sua vida foi marcada por uma música. Você menciona o nome da música (se possível, o compositor ou quem a gravou, se não souber tudo bem). Eu busco a gravação da música no youtube e anexo-a à sua história.

Passagens-Miriam-Sampaio

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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No audio você cita primeiramente “o seu nome”, “sua idade”, “sua ocupação” e “a cidade onde vive”. Em seguida você narra pelo tempo de um minuto, aproximadamente, que situação de sua vida foi marcada por uma música. Você menciona o nome da música (se possível, o compositor ou quem a gravou, se não souber tudo bem). Eu busco a gravação da música no youtube e anexo-a à sua história.

Passagens-Neli-Freitas

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Pablo-Oliver

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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Passagens-Sérgio-Siqueira

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

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No audio você cita primeiramente “o seu nome”, “sua idade”, “sua ocupação” e “a cidade onde vive”. Em seguida você narra pelo tempo de um minuto, aproximadamente, que situação de sua vida foi marcada por uma música. Você menciona o nome da música (se possível, o compositor ou quem a gravou, se não souber tudo bem). Eu busco a gravação da música no youtube e anexo-a à sua história.

Passagens-Zila-Siquet

Em 2017, durante as conversas com algumas pessoas eu perguntava que situação na vida delas foi marcada por alguma música. A conversa ganhava um novo ritmo por causa das lembranças da situação e da música envolvida. Eu ficava com aquela conversa na cabeça. Então, decidi convidar as pessoas a contarem histórias que foram marcadas pela música, e registrar essas histórias. Eu arquivava as histórias no meu computador dentro de uma pasta chamada PASSAGENS. Em 2018, procurei a Rádio Eixo, uma rádio online com sede em Brasília, e propus mostras as histórias na programação da rádio. A ideia foi aceita pela direção da rádio e pediram para eu dirigir o programa.

Passei a colher depoimentos de pessoas de todo o Brasil.

Os depoimentos eram enviados por audio através do WhatsApp.

Se você quiser participar, envie-me um audio por WhatsApp. Eis meu número: (61) 98450-1058.

No audio você cita primeiramente “o seu nome”, “sua idade”, “sua ocupação” e “a cidade onde vive”. Em seguida você narra pelo tempo de um minuto, aproximadamente, que situação de sua vida foi marcada por uma música. Você menciona o nome da música (se possível, o compositor ou quem a gravou, se não souber tudo bem). Eu busco a gravação da música no youtube e anexo-a à sua história.

Memória musical parte 3

Neste podcast eu falo sobre as músicas que marcaram minha vida, numa entrevista concedida à Rádio Nacional, em 30 de setembro de 2017. A entrevista está dividida em 3 partes. Esta é a terceira parte.

Memória musical parte 2

Neste podcast eu falo sobre as músicas que marcaram minha vida, numa entrevista concedida à Rádio Nacional, em 30 de setembro de 2017. A entrevista está dividida em 3 partes. Esta é a segunda parte.

Memória musical Parte 1

Neste podcast eu falo sobre as músicas que marcaram minha vida, numa entrevista concedida à Rádio Nacional, em 30 de setembro de 2017. A entrevista está dividida em 3 partes. Esta é a primeira parte.

Joyce Flynn

Joyce Flynn, uma mulher que tinha trinta e dois anos, morava em Greenfield, no estado de Utah, desde que nasceu. Recém-nascida, virou assunto na cidade. Seus olhos eram azuis como os da mãe, mas de quem herdara a pele mestiça? Pai e mãe tinham a pele branca como a de qualquer mórmon.

Quando foi para a escola, que funcionava na igreja, seu silêncio também era assunto na cidade.

O padrasto de Joyce era coveiro no cemitério e vivia embriagado. Ele teve uma infância esquisita e sua história merecia ser contada por alguém.

Com seus trinta e dois anos Joyce era baixa e um tanto gordinha. Seus olhos azuis eram pequenos e pareciam duas gotas solitárias. Seus ombros não eram tão largos quando era magra. Tinha os cabelos dourados e compridos até o meio das costas. Continuava calada, mas dentro dela havia um vulcão permanente desde que descobriu o amor de sua vida.

Quando era uma adolescente de quinze anos, Joyce se encantou com um rapaz. O rapaz, chamado Brian Lincoln, tinha vinte e um anos. Ele trabalhava no Greenfield Daily, o jornal da cidade e sempre que podia o rapaz ia vê-la à noite. Juntos caminhavam pelas ruas ao longo dos postes, trocavam dúvidas e anseios sobre o futuro de suas vidas. Joyce, naquela época, era uma menina muito bonita e Brian, mais experiente, sabia como tomá-la nos braços e beijá-la. Quando a abraçava, ele sentia as taquicardias dos homens e dizia palavras que não tinha planejado dizer. Joyce, fisgada pelos braços fortes e pela barba cerrada do rapaz, afeiçoada ao sonho de um romance perfeito que a tirasse da mesmice daquela cidade, excitava-se e mais de uma vez questionou sua virgindade. Encostados numa árvore mais afastada ou atrás de um muro, Joyce escutava palavras que o rapaz dizia e mexiam com sua lucidez, sua pele exalava o vapor quente das adolescentes indóceis. Toda sua quietude desabava e ela naufragava nas emoções de ter encontrado um amor único, um amor puro, eterno e verdadeiro.

Um ano se passou e Joyce completou dezesseis anos. Uma semana depois, Brian foi para Portland onde acreditava que poderia conseguir uma vaga no maior jornal da cidade. Queria crescer na vida. Ela quis ir embora com ele e lhe disse: “Numa cidade grande eu posso trabalhar e juntos economizaremos o bastante para comprar nossa casa. Podemos viver sem estarmos casados. Ninguém nos conhece lá, não vão prestar atenção para fofocar sobre nossas vidas”. Brian não esperava aquela disposição de sua amante. Era assim que via a menina. Todavia, com aquela declaração, sentiu apreço pelos sentimentos dela mas não estava em seus planos levá-la. “Você não sabe como é a cidade grande”, ele disse de um modo um tanto indelicado; “não posso permitir que você passe qualquer necessidade, não estarei tranquilo se você for. Assim que eu estiver estabilizado, volto para te buscar”. Brian pegou no queixo dela com ternura, olhou em seus olhos e concluiu: “Fique aqui e me espere”.

Na noite que foi a véspera de sua partida, Brian arranjou uma carroça e buscou a garota para um passeio pelos campos, conforme tinham combinado. A lua brilhava no céu e ambos estavam tristes. Não diziam nada. A carroça passava entre árvores escuras, depois cruzou um campo aberto com o céu estrelado e chegou às margens do riacho Waterfield. Desceram da carroça. Havia o som da água cintilante sob o luar, havia uma brisa silenciosa e uma aflição no olhar. Sem testemunhas, amaram-se.

Passava da meia-noite quando estavam de volta à cidade. Havia uma espécie de felicidade em suas almas. Nada no futuro poderia arruinar tal sentimento. Estavam em êxtase. Era um momento sublime. Joyce desceu da carroça com sua mão agarrada à mão dele. “Vamos proteger nosso amor, não importa o tempo que passe. Precisamos fazer isso”, disse Brian. Ela lhe respondeu com um sorriso de anjo e um olhar de fé. Quando as mãos se soltaram ela soprou sobre a palma de sua mão. Um beijo invisível foi em direção ao seu amado. Brian esperou que ela entrasse na casa dos pais.

Ele não conseguiu o emprego que tanto queria, em Portland. Após um mês e meio, frustrado, decidiu conseguir qualquer coisa noutro lugar. Então seguiu para o norte, ao Canadá. Conseguiu hospedar-se numa pensão. Com pouco dinheiro, pagava sua hospedagem com aulas de gramática para o filho único dos proprietários da pensão. À noite, escrevia cartas para Joyce. Sentia-se solitário. Sua dor aumentava quando via lua. Era como um pedaço de neve no céu. Era também um pedaço de saudade. No final de cada carta, copiava um dos poemas de um livro que foi proibido pela igreja, de autoria de um padre medieval espanhol, Padre Juan Ignácio de Albarracín.

 

“Magnífica solidão”
“Toda e qualquer distância é cúmplice do sentimento que me invade agora. Estou como nem pude imaginar, acorrentado pela saudade, amordaçado pelo último beijo, refém do amor que me pune pelas horas que não te tenho. Sinto-me no alto de uma torre esquecida em algum deserto, e a vidraça mal cuidada da janela permite-me assistir a meu insólito destino sobrevoar a linha triste do horizonte. Meu grito ecoa pelo aço dos sinos de uma igreja em ruínas. Pensar em ti enche minhas artérias de vida na ilusão de ver rompido o meu abandono pelo rasgo do teu sorriso. Quando vem a noite e ela esparrama em mim sua imensidão, agarro-me à lembrança dos teus olhos”.

“Jefé Mavi, 1498”.

P.S. O Padre Juan Ignácio de Albarracín assinava seus textos com o pseudônimo Jefé Mavi, mas foi descoberto e perseguido pela inquisição. Sou grato a este monge medieval por escrever o que eu gostaria de te dizer, meu amor.
Brian L.

 

Joyce recebia suas cartas durante alguns meses. Brian, aos poucos, conhecia outras pessoas na cidade. Fez amizades e desenvolveu interesses por jogos de cartas e música. Comprou um violão. Na pensão em que vivia, já dava aulas de gramática para os filhos da vizinhança. Numa noite qualquer, enquanto lia um livro sentado num sofá da recepção da hospedagem, viu quando chegou uma mulher jovem, cabelos castanhos crespos. Ela entrava sozinha com sua mala. Chegava de Fênix, no Arizona. Ainda não tinha anoitecido. Brian ficou ali até o momento em que a linda mulher voltou de seu quarto e foi ao restaurante da pensão. Devia ter a idade dele. Ele fechou o livro de poemas do padre medieval e foi atrás dela. No restaurante da pensão, aproximou-se e conversaram. Ela estava em busca de uma nova vida e, por isso, mudou-se para o Canadá. Cansou-se da violência de sua região onde havia conflitos por causa da exploração de cobre e prata. Ficaram amigos e aquela relação se intensificou. Brian parou de escrever cartas para Joyce. A verdade é que já não se interessava mais por ela.

Depois de quase um ano sem receber notícias de seu amado, sem receber respostas para as cartas que escrevia, Joyce enviou-lhe uma carta pela última vez.

 

9 de setembro de 1899
Hoje descobri que o futuro não existe. Meu futuro foi desinventado. Eu pensava que viver o presente era fazer planos para um futuro certo. Acho que entendo. O passado ficou lá atrás como todos os passados ficam. O presente vem num dia de cada vez e o futuro é um tipo de esperança. Neste momento penso em você. Desde que estive com você eu penso em você, e como não estás aqui o futuro também não está. Descobri que a palavra eternidade é gêmea do passado, e o futuro são restos de coisas que aprendemos a colecionar antes da hora.

Hoje acordei mais cedo. Ouvi um galo cantando, devia estar a quilômetros de distância porque o canto dele chegava sem eco. Eu me levantei. O céu já mostrava a cor do sol prestes a nascer. Caminhei até a cozinha, fiz um café e comi um pedaço de bolo de milho, aquele que você gosta. Fui até a varanda e a rua mal iluminada não tinha os rastros da sua carroça. Com certeza não tinha. Você está agora em algum lugar. Eu queria que o futuro existisse.
Chame do que quiser: paixão, amor, loucura, insanidade, agonia, incerteza, taquicardia, ansiedade, ou simplesmente: você.
Você tem visto a lua?
J. F.

 

A carta chegou, mas Brian nunca a abriu. Já não tinha interesse no conteúdo. Jogou-a fora como fez com as outras. Fechou a tampa da lixeira e disse em voz alta: “as coisas são como são”.

Em Greenfields, a menina que ouviu promessas e se sentiu amada, completava dezessete anos. Viu seu padrasto morrer de cirrose hepática. Sua mãe conseguiu-lhe um emprego no Correio da cidade. Joyce vendia selos e aprendeu a suportar sua rotina. Certas vezes, algo acontecia em sua cabeça porque além de vender selos, lia com um olhar secreto os nomes de todos os destinatários nos envelopes. Embora o tempo passasse, ela não conseguia acreditar que Brian não voltaria.

Decidiu juntar dinheiro. Pois chegaria a hora de partir para reencontrar seu amor. Iria até onde fosse necessário. Tinha certeza de que ao reencontrá-lo o ganharia para sempre. Por nutrir tal desejo, chorava escondida muitas vezes a qualquer hora do dia, pois se arrependera de ter escrito as palavras que escreveu em sua última carta. Talvez por isso ele nunca lhe tenha respondido. Com vergonha, nunca lhe enviou outra.

Joyce se lembrava com orgulho o que aconteceu entre eles à beira do riacho naquele luar. Tinha certeza de que não seria esposa de nenhum outro homem. Quando percebia o interesse de outros jovens julgava abominável a ideia de entregar a eles o que pertencia a Brian. Seu corpo e sua alma pertenciam a um único homem. Quando andava pela rua, às vezes dizia em voz alta “o nome do meu marido é Brian, seja lá onde ele estiver”. As ideias que começavam a circular sobre a mulher ser dona do próprio destino, era algo incompreensível para ela.

Joyce trabalhava no Correio das 9h às 17h. Tinha uma hora de almoço. Tempo suficiente para ir em casa e voltar. Sua mãe gostava de frequentar as festas de música country e não perdia nenhum rodeio nos finais de semana. Depois de ficar viúva do coveiro alcoólatra, entendeu que ser uma mulher moderna significava dormir com os caubóis que quisesse. Quando ouvia Joyce chorando no quarto, achava que a filha sentia desgosto dela. A Sra. Elizabeth Flynn, gritava com frequência pelo corredor coisas como “esse choro não serve pra nada, trate de arranjar um marido, você está ficando velha e vai acabar tendo que se pendurar em algum viúvo desse fim de mundo”; noutras vezes apenas murmurava atrás da porta da filha “prometo que nenhum vaqueiro volta a pisar aqui, minha filha”.

Os anos se passavam e a solidão inventava novos hábitos nela: o primeiro deles foi substituir o choro pelo hábito de escrever cartas ao seu amado. Mas nunca as enviou. Havia cartas acumuladas embaixo da cama, cartas soltas no guarda-roupas, dentro das botas, dentro das gavetas dos móveis, …cartas dentro das fronhas. Outro hábito era fazer orações quando tinha insônia, dizia palavras parecidas com aquelas que lhe foram ditas no riacho enquanto era possuída por Brian. O velho hábito de juntar dinheiro para ir procurá-lo ainda existia, mesmo depois de ter abandonado essa ideia. Com o passar dos anos, tinha uma soma considerável de dinheiro. De vez em quando tinha surtos: “amanhã mesmo vou embora e Brian ficará feliz em me ver”; e noutros momentos dizia “onde você está Brian”? E ao contar seu dinheiro sua voz na cabeça dizia “tenho dinheiro suficiente para cuidar de mim, dele e de quantos filhos tivermos”.

Desde que se encantou por Brian até seus dezoito anos, nada tirava suas certezas sobre o significado do amor. Na manhã em que completou dezenove anos, amanheceu chovendo. Era um domingo. Duas coisas inesperadas aconteceram. A primeira delas se deu quando foi até a janela. A chuva escorria pela vidraça. Joyce usou uma das mãos para limpar a janela embaçada. Na área que ficou transparente encostou sua testa e aguçou os olhos como se tivesse escutado a voz dele. “Estou aqui meu amor”, imaginava. Lembrou-se de quando sua mão estava agarrada à dele, ao descer da carroça, e ele disse “fique aqui e me espere”. Ela passou a mão outra vez na janela embaçada. A chuva estava espessa, mas ele haveria de surgir numa carroça, descer com pressa e cruzar as poças de lama com seus passos firmes até sua porta. Ela foi até a porta e abriu-a. Uma rajada de vento frio e chuva tomou conta do seu rosto. Não havia ninguém ali. Ela fechou a porta sem nenhuma pressa. Enquanto a fechava cresceu em seu peito um sentimento novo, algo inesperado: o medo. O medo de que ele nunca mais voltasse. Com a porta fechada, sentiu uma lágrima morrer em sua boca. Passou a mão no rosto e foi até a cozinha. Caminhava como se houvesse uma algema nos pés. Na cozinha se deparou com outra coisa que jamais lhe ocorrera imaginar: havia um bolo de milho e um bilhete ao lado.

 

3 de agosto.
Querida filha. Estou na casa do Joe. Não me procure. Iremos viver num rancho, no Colorado. A casa agora é toda sua.

P.S. Feliz aniversário.

 

No ano seguinte, quando surgiu o céu da primavera, os pastos, as montanhas, o riacho, as árvores, o ar, tudo era um convite para se aproveitar a vida. Fazia quatro anos que ela não saía das fronteiras da cidade. Era feriado de quatro de julho. A cidade estava enfeitada. Joyce escolheu um vestido florido, desses que os rapazes gostam de ver numa garota de dezenove anos. Ao mesmo tempo, não queria conversar. Caminhou no sentido contrário ao da festa, em direção aos campos. Quando os sons do vozerio se tornaram rarefeitos, quando o silêncio do vento abraçou o silêncio de sua voz, então escolheu um lugar para se sentar. Puxou o vestido acima dos joelhos. Notou alguma diferença em suas coxas e, antes de pensar que poderia estar engordando, foi tomada pelo pensamento da idade. Daqui a pouco faria vinte anos, depois trinta e logo estaria de fato velha. Apavorou-se. Levantou-se de uma vez. Puxou o elástico do decote e mirou os seios. Olhou a palma das mãos, depois passou a mão no rosto, depois examinou o tamanho de seu cabelo e confirmou que ainda era jovem e quando chegasse em casa jogaria no lixo aquela pilha de cartas guardadas e que nunca enviaria. Aquela sensação ruim que tivera quando abriu a porta naquela manhã chuvosa, veio à tona debaixo daquele sol morno das nove da manhã. Era óbvio que foi abandonada. Um grito estava prestes a voar de sua garganta. Baixou os olhos. Lá dentro, ela sabia que Brian não tinha culpa de nada. Nem mesmo ela era culpada. As coisas são como são.

“Não vou mentir para mim”, disse em voz alta, enquanto caía de joelhos na grama com o peso daquela lucidez. Ergueu os braços para o céu e pela primeira vez, desde que perdera seu amor, gritou. Gritou para ser ouvida por Deus. Gritava perguntas: “por que, meu Deus, por que fui abandonada”? Depois gritou mais alto uma convicção que rasgava sua voz: “Eu sei que nunca serei feliz, nunca”. Seus braços tombaram e seu corpo se inclinou além dos joelhos. Ela mergulhou o rosto na grama que escondia um choro preso e cortado por soluços desesperados. Quando se levantou, ajeitou seu vestido e tinha um certo olhar de alívio. Na verdade, era um olhar triste, derrotado, mas preferia pensar que estava aliviada pela coragem de finalmente enfrentar a realidade.

Voltou para casa. A caminhada de quase uma hora foi suficiente para que ela desistisse de jogar fora as cartas. Ao contrário, resolveu abri-las uma a cada dia, depois que chegava do trabalho. Os meses se passaram e, após ler todas, ela as tinha organizadas por data. Então, releu-as outra vez em ordem cronológica.

Quando fez vinte e cinco anos, recebeu uma carta de sua mãe. Estava feliz porque tinha mandado o Joe “para os quintos dos infernos” e tinha se casado com o dono de um cassino, no Texas. O Cassino era clandestino. Funcionava nos fundos de uma funerária que também era de propriedade do novo marido. O envolvimento de sua mãe com os homens pareciam sublinhar seu isolamento. Quando acabou de ler a carta chegou a pensar: “Quando Brian chegar e me encontrar assim, gorda, não vai me querer”. Em sua rotina no Correio, observava os clientes e pensava: “Os homens ficam melhores com a idade, mantêm um vigor no sorriso, a voz fica firme e as mulheres jovens os disputam”. Quando observava as mulheres no mercado, não via diferença dela com as outras.

Quando o proprietário do Correio faleceu, seu filho mais velho decretou que a loja ficaria fechada por dois dias. Era um jovem de trinta e dois anos, um homem de beleza rara naquele lugar. A cidade toda compareceu ao velório realizado dentro da Igreja. Taylor Jr. e suas irmãs, mais jovens que ele, recebiam os cumprimentos quando ele notou que Joyce caminhava em direção à saída da igreja. Deixou as irmãs com as pessoas que faziam fila para apresentar condolências, e correu pela porta lateral para alcançar a funcionária predileta de seu pai. Prestes a virar a esquina, ela ouviu os passos dele e parou. Tinha os olhos vermelhos e disse ao rapaz: “vou sentir falta do Sr. Taylor”. Notou que o filho usava o mesmo bigode do pai, uma linha fina sobre o lábio superior. Taylor Jr. lhe agradeceu: “Muito obrigado por sua dedicação ao trabalho que meu pai ergueu quando chegou nessa cidade. Após os dois dias de luto, gostaria de conversar com você a respeito do Correio. Vamos precisar de alguém para tomar conta e administrar os funcionários. Espero que pense no assunto. Até logo”.

Joyce aceitou sua nova posição. Na ausência do velho dono, o Sr. Milton Caldwell, um amigo de infância do pai de Brian, a esperou do lado de fora no final do expediente numa sexta-feira. Ele a abordou antes que ela atravessasse a rua principal. Todos se conheciam na cidade. Ele não era um estranho. Ela aceitou o seu convite para lancharem na sorveteria da família Thompson. Não era segredo pra ninguém o interesse dele naquela jovem. O Sr. Milton era um fazendeiro com muitas posses. Tinha terras na região do Arizona e no Colorado. Por ser ateu, sabia que o falecido Taylor jamais permitiria que sua funcionária, órfã de um pai desconhecido, criada por um padrasto alcoólatra e uma mãe desvairada, se casasse com pessoas que não temessem a Deus. E, principalmente, pessoas ligadas à disputa de terras com algumas mortes suspeitas na região. O Sr. Milton não poderia negar que uma vez, com certeza, se viu obrigado a puxar o gatilho. Noutras vezes o que estava em jogo era o conforto material de sua família.

Enquanto caminhavam na rua, e depois dentro da sorveteria, Joyce não percebia o olhar de cumplicidade das pessoas. Finalmente, “a moça virgem”, como era chamada pelas costas, estava acompanhada. O velho pensava em silêncio “posso levar esse rosto bonito ao lar dos Caldwells”. O Sr. Milton Caldwell não foi direto ao assunto, ela tampouco se interessava pelo motivo do convite nem pelo que ele estivesse dizendo. Ela tomava seu sorvete enquanto ruminava na cabeça: “não aceitarei que isso se torne um hábito”. De vez em quando dava um sorriso teatral para o velho. Ele retribuía com os olhos arregalados, como se sua conversa tivesse aprovação, e quando se sentia aprovado passava a mão no cavanhaque. Enquanto sua boca se mexia para falar não importa o quê, Joyce pensava “eu posso consentir que ele me leve em casa algumas vezes. Isso não é nenhum pecado. Meu Brian vai gostar de saber que um homem rico se interessou por mim, e que eu mantive meu corpo guardado do jeito que ele deixou”. De repente, o Sr. Milton soltou uma gargalhada, rindo de algo que falou e achou engraçado. Joyce reagiu a tempo com um sorriso mudo. Quando o Sr. Milton a deixou em casa, perguntou se podia ir buscá-la no Correio no dia seguinte. Ela abriu um sorriso angelical, seus olhos azuis estavam mais azuis e sua voz parecia a voz de um anjo. Respondeu: “meu marido não vai gostar”. Deu-lhe as costas, entrou em casa sem olhar pra trás com o objetivo de reler aquelas cartas que nunca enviou.

Quando estava com trinta e dois anos, passou a conversar com os objetos. Antes eram apenas os objetos de seu quarto. Conversava com o abajur depois de apagar a luz, ouvia conselhos de uma boneca antiga. Depois passou a conversar com tudo que não se mexia em toda a casa. Certa tarde discutiu aos palavrões com as lâmpadas de todos os cômodos. Naquela noite a casa ficou mergulhada no escuro. Quando se deitou soube que estava gorda de verdade. Resolveu que queimaria as cartas no dia seguinte. Era sexta-feira. Decidiu tomar seu café da manhã e não ir trabalhar. Depois do café, andava pela casa como quem anda num labirinto. Ligou o rádio. Dançou um tango com a vassoura. Depois da música veio a notícia de que Hitler invadira a Polônia durante a madrugada. Ela ergueu o cabo de vassoura e foi para a porta dos fundos do quintal. No lugar onde um dia seu padrasto organizou um jardim, havia uma matagal que quase não deixava se ver o céu. Ela apontou o cabo de vassoura pra lá e com a boca cheirando a café gritava: “morram, morram, morram”, com sua metralhadora de madeira. Quando se viu suada e sentiu calor em suas gorduras, levou o cabo de vassoura até seu quarto. Colocou-o apoiado no guarda-roupas. Pediu que ele não se mexesse e com o indicador nos lábios, pediu silêncio. Abaixou-se de joelhos e olhou para debaixo da cama. Puxou uma mala, depois outra e outra e outra até conseguir puxar um vestido enrolado. Levantou-se com dificuldade. Sentou-se na beira da cama com a respiração dificultada e desenrolou o vestido até surgir um envelope. Mostrou-o ao cabo de vassoura e fez outra vez o gesto de silêncio. Disse: “vou ler esta carta”. O cabo de vassoura permanecia imóvel. inclinado numa das portas do guarda-roupas. Ela abriu o envelope e tirou a carta que escrevera naquele quatro de julho. Abriu o papel que estava dobrado e o leu:

 

Faíscas, lampejos, vácuos, clarões, estrondos, espaços, labirintos, texturas, fumaças, desejos, ritos, segredos, explosões, vidraças, brisas, sal, doce, espumas. De que mais é feita a alma humana?

 

Ao final da leitura, balançava a cabeça pra lá e pra cá, num gesto de incompreensão. Como se alguém lhe dissesse algo que não entendia. Sem perceber amassou a carta. Levantou-se da cama com a carta dentro da mão. Tomou o cabo de vassoura e disse : “venha comigo”. Foi ao banheiro. Apoiou o cabo de vassoura ao lado do espelho. Colocou a carta amassada entre os dentes. Tirou toda sua roupa e contemplou sua nudez diante do espelho. Não conseguia ver o corpo inteiro. Deu um sorriso feliz, com a carta presa aos dentes, ao ver seus mamilos rosados. Deu as costas ao espelho e foi até a banheira. Encheu-a. Observava a água com a carta presa à boca. Sua mente repetia a lembrança daquela noite à beira do riacho. Apertou os olhos quando se lembrou da barba cerrada em sua nuca de menina… arregalou os olhos ao recordar aquelas palavras, aquelas promessas saídas da boca úmida, quente e única do seu único amor. Quando a banheira transbordou, ela ainda estava naquela noite dentro do seu vestido, mas ele o retirou e a tomou nua nos braços. Deitaram-se de corpo e alma. Olhava a lua enquanto era amada. A água da banheira já escorria para o corredor. Ela tirou a carta da boca com uma mão e com a outra fechou a torneira. Foi até o espelho para pegar o cabo de vassoura e entrou com ele na banheira. Abraçada ao objeto, cochichava palavras proibidas, depois o encostava no ouvido para escutar suas confissões, soltava gargalhadas, beijava-o e dizia “é nosso segredo, o Brian não pode saber”. Dava beijos avulsos na extensão do cabo e, subitamente, o arremessou para fora da banheira. Berrou: “sou mulher de um homem só, seu desgraçado”.

Seu corpo estava submerso na água transparente da banheira, seus olhos abertos dentro d’água miravam a lâmpada fluorescente no teto. Planejou o suicídio meses atrás. A cidade lá fora dormia naquela noite quieta e cúmplice do silêncio, como se a escuridão fosse a melhor rima para o fim da vida.

Mas não. Joyce ergueu-se da água e pôs-se de pé com os cabelos grudados na cara. Olhava para o vazio e respirava imóvel dentro de seu corpo encharcado. Sua cabeça não estava quieta, tampouco estava ali. Saiu da banheira, deixou a luz acesa e caminhou até seu quarto sem se preocupar em molhar o chão. Deitou-se nua na cama. Um pedaço do céu estrelado entrava pela sua janela. Olhava para o infinito como quem ouve a voz de um futuro longe dali.