Um disco de jazz na casa da mata

UM DISCO DE JAZZ NA CASA DA MATA

 

Por Jorge Alves Joia Machado

Brasília, 27 de setembro de 2017.

Bons doces neste Cosme e Damião

(Para o pianista, tecladista e compositor: Farlley Jorge Lourenço Derze.)

Quem chegava ao Estúdio da Casa da Mata, ouvia uma música muito elaborada. Um som jazzístico, no sentido da sua riqueza rítmica e brejeirice que a música norte-americana, sempre nos proporciona. Este som estava presente e a gente sentia logo ao entrar. Ao mesmo tempo, eu sentia que aquele som pretendia me dizer bem mais que os bons improvisos que os músicos ali ofereciam.

Eu relato um acontecimento especial. Sim, especial. Porque eu estava na gravação do álbum: “Metamorphoses” de Farlley Jorge Lourenço Derze; ou, apenas, Farlley Derze. E, ali, eu sentia perfeitamente a fusão da sutileza do som criado nas ruas norte-americanas e mais tarde, também, nas ruas brasileiras e de várias outras partes do mundo, com aquele poder de descrição e composição que se percebe quando o artista é por certo um estudioso, um grande erudito.

Juntas numa só ideia construtiva, popular e erudito formaram um ambiente único. Senti uma atmosfera própria de uma música feita para agradar acima de tudo.

Ao ouvir a obra de Farlley Derze, se faz impossível separar um estilo do outro que ocupava o mesmo frasco. Uma vez que a fusão os tornara coloidal. Então, aquilo que era contado em 2/4, de repente quebrava para um 6/8. Daí se ouvia 9/8, voltando depois para um moderado 4/4 e por aí segue. Aquilo que era nota longa, terminava por se tornar pontilhada, como se para ouvirmos um dó de 8 tempos, precisássemos ouvir todos os harmônicos caminhando até formar o dó maior.

Eu cheguei para curtir o som de um grande amigo. Cheguei para um dia de jazz com a gravação das músicas do meu melhor amigo. A Casa da Mata estava totalmente tomada pela atmosfera criada por sua música. Ali se ouvia o que meu amigo gosta de curtir, de tocar, e que acabou por se tornar parte dele mesmo. A Casa da Mata se apresentara, mais que nunca, um lugar leve e feliz. Como foi bom estar ali presenciando o divino som do seu jazz.

Que surpresa eu tive com seu som. Senti que cresceu a música, com tão elaborados arranjos e tão finos dedilhados de pianos e teclados. Além da guitarra, que foi como pegar um doce surpresa no pacotinho oferecido a São Cosme e São Damião. Mas desse eu falo depois. Haviam outros músicos.

Farlley convidou nomes importantes da música brasiliense para fazer valer a importância de seu trabalho. Os músicos convidados foram escolhidos a dedo e cada um sabia de sua competência e seu valor. Farlley, revestido da presença do maestro que é, regia arranjos intrigantes, desafiadores e fortes. Arranjos que, se o músico não tem bagagem, não tem como se atrever a executar. Mas os músicos que aceitaram o desafio, tinham.

Ouvir a bateria de Sandro Araújo ou João Ricardo Denicol, fazia mexer todo nosso esqueleto e vibrar com encanto nossos corações. Mais tarde, também apareceu, Sandro Souza, mas não tive a oportunidade de constatar sua performance. Certamente este trouxe um toque a mais de energia matuta, este me lembra muito um músico rústico, como antigamente tínhamos na música instrumental brasileira, que antes de tudo era a dança e o balanço de cada corpo vibrando pelos seus tons, caixas e bumbos.

Ouvir Oswaldo Amorim, é outra maravilha. O baixo exige preparo físico, força e dedos delicados. Oswaldo tem todos esses pré-requisitos com a bagagem de quem estudou o instrumento de forma a dissecá-lo por completo. Ouvir Oswaldo Amorim transporta o ouvinte para a frente de uma batalha, onde você tem certeza que está protegido ali, pois este sabe cuidar dos seus. Depois vi Igor Diniz o substituir. Adoro o baixo do Igor e para essa empreitada montada pelo Farlley, ele bem trouxe um frescor e uma inovação. Técnico e pesado, Igor não deixou o grupo esquecer para o que estavam ali e a coisa toda ficou grande.

Tivemos um naipe de metais: Isaac Gomes (saxofones), Argemiro Jr. (trompete) e Paulinho (trombone). O sax soprano do Isaac merece destaque. Que timbre é esse?! Isaac cativa todo mundo. Seu som é muito sensual e muito profundo. Belíssima escolha, Farlley! Argemiro, conduz os golpes de metais de forma segura e ele se preocupa em estar correto, limpo e preciso no ritmo. Ele deu cor, forma e vida aos ataques. Paulinho é um primor. Que profissional, que timbre maravilhoso e acima de tudo, que pessoa linda. Completa a nossa vida, conhecer um homem como Paulinho. Seu som é divino, correto e preciso. Um artista que interfere diretamente naquilo a que se propõe interpretar. Ele causa algo novo a cada momento que precisa repetir uma mesma frase. Se não bastasse a competência, ele, também, entrega para nós o seu carisma, o seu amor e todo o seu cuidado, para que aquele que o está apreciando não se canse, e sim se encante mais e mais com aquela música que ouvimos.

            Farlley Derze se propunha a mostrar no repertório as diversas nuances de sua transformação de estudante de conservatório a universitário, passando pela escola da noite e do palco, até seu momento atual, onde sua carreira é vista como referência para qualquer aspirante a instrumentista. Então, ao escolher os músicos que o acompanhariam, Farlley nos trouxe uma surpresa: Gabriel Oliveira. Um guitarrista maravilhoso, que prova que pouca idade, não quer dizer pouca experiência. Gabriel é delicado, erudito no sentido estudioso da palavra e perfeccionista. Prepare o coração, porque é justamente ele que nos leva para passear nas músicas do compositor Farlley Derze. O compositor deu ao guitarrista o poder de fazer as ligações das histórias criadas por ele. Nosso guitarrista não titubeia. Ele pega o tema e o transforma em seu argumento, como toda boa ideia deve se tornar. Pega a ideia e nos apresenta um outro ângulo da mesma visão. Ele é a personificação da guitarra-arte. Conheço pouco o guitarrista. Além deste dia, o outro lugar que o vi tocar foi no Clube do Choro de Brasília ao lado de nada mais, nada menos que Toninho Horta. Ali ele já chamou sua atenção. O confundi com o guitarrista Pedro Martins, que há pouco ganhara um prêmio em Montreux, mas vou falar uma coisa: Gabriel Oliveira ganharia também. A música de Farlley Derze, foi enriquecida e nos enriqueceu, depois de todas as notas cuidadosas e certeiras de Gabriel Oliveira.

            Quem acredita que se tratou apenas da gravação de um grupo, perdeu aí! Farlley tem uma arma secreta que faz com que este dia de gravação, possa se transformar num evento cultural. Essa arma chama-se Jamile Tormann Derze. Sim a esposa, companheira de tantos anos, que com seu empoderamento construiu o cenário perfeito para que a música não chegasse apenas através do som, mas também pelos demais sentidos que possuímos. Assim, sentimos os cheiros maravilhosos da Casa da Mata, tivemos visões inesquecíveis de detalhes da natureza da mesma casa, e pudemos tocar no compositor, como ele pôde nos tocar. Foi a grande caixa para o som que ouvimos. Parabéns comadre!

Para completar: músico há mais de trinta anos, adorei o que ouvi. Farlley Derze me surpreendeu mais uma vez. Espero, poder ouvir o resultado, ainda com essa pegada sentimental e diria, ainda muito intrigado. Certamente estarei torcendo para que ainda esteja vivendo na pele aquela atmosfera etérea, cativante e contagiante, quanto tudo se metamorfosear em som prensado e digitalizado de um dos grandes músicos de hoje, que se tornou referência do teclado, do piano e por que não dizer: da Música Instrumental Brasiliense.

            Evoé, Farlley Jorge Lourenço Derze.

 

Gravação do CD Metamorphoses, de Farlley Derze

Gravação do CD Metamorphoses, de Farlley Derze

Por Jakceline Spies

Brasília, 23 de setembro de 2017

 

A gravação do CD Metamorphoses, do pianista e compositor Farlley Derze, despertou um clima especial em Brasília, acompanhado de análises musicais interessantes em torno de sua obra. O disco, que será dividido em mais de um volume, carrega mais de 40 anos de composições do músico. Seu primeiro volume, gravado nesse sábado (23/09), é composto por 9 faixas – as quais receberam participações especiais de músicos convidados.

O evento caracterizou-se por seu clima agradável, pois foi como uma reunião de amigos, segundo as palavras dos convidados. Era notável uma certa diversidade nas participações, pois havia músicos experientes e renomados como Oswaldo Amorim – que conheceu o Farlley durante o trabalho que ambos fizeram com cantora Priscila de Ávila – e músicos jovens no cenário musical brasiliense como o guitarrista de 15 anos de idade, Gabriel Oliveira, descoberto por Farlley quando o jovem músico fazia uma participação especial no show do guitarrista Toninho Horta, no Clube do Choro.

Cada um dos músicos convidados contribuiu de maneira brilhante para o álbum. Todos, apesar de ecléticos, possuem um apreço por gêneros musicais como choro, mpb, jazz, baião, além da formação erudita. Alguns dos instrumentistas se diferenciam por gostos que variam entre o blues e o rock nacional, como é o caso do jovem Gabriel. Outros se afeiçoam também por forró, frevo e sertanejo raiz, como o saxofonista Isaac Gomes.

Ao conversar com alguns músicos que participaram do evento, é possível perceber como o compositor cativa a essência de cada música. Oswaldo Amorim – hoje professor de baixo elétrico e acústico na Escola de Música de Brasília – diz que Farlley está sempre preocupado com cada um individualmente encaixado na música. “Ele (Farlley) pensa não apenas no instrumento que precisa para sua composição, mas na pessoa que o toca. Tenta encaixar o estilo do músico em questão na hora de criar suas performances”, diz Amorim. Ele define, ainda, seu estilo pessoal como “Eclético e sem Rótulos” e está sempre disposto a entender novos cenários da música nacional.

Também advinda da escola de música, a musicista Tânia Bernauss estava presente no evento. Ela, por sua vez, define seu estilo na frase “música é identidade” e diz que cada um tem seus trejeitos na hora de tocar. Ela cita Oswaldo como exemplo: “Eu nunca vi ele (Oswaldo) tocar de olho aberto, por exemplo. Ele sempre está sentindo a música que toca como a maior profundidade possível”. Tânia diz que possui muitas influências da música clássica e de arranjos vocais, além do rock e do grupo 14 Bis. Ela diz que a formação musical ajuda muito na escuta, principalmente na hora que começa a perceber as passagens complexas pelas quais o músico tem que resolver. “Um músico formado em música erudita consegue facilmente passar para o popular. Já o contrário é muito difícil de acontecer. É uma base necessária”, completa a artista.

Farlley possuía o desejo de gravar seu segundo disco autoral há bastante tempo – o primeiro, Gênese, foi lançado em 2000 no Rio de Janeiro e relançado em 2015 qunando foi inserida a faixa 6, Tristesse, gravada no Chipre, país insular no leste mediterrâneo. Sua esposa, a arquiteta e lightin designer Jamile Torman Derze, é uma das maiores responsáveis pela concretização do sonho do pianista. “Quando se é artista, surge a necessidade de alguém que cuide da logística. Assim passamos da idealização para a realização”, ressalta Jamile. Ela diz que incentivar a rotina produtiva foi essencial para que o disco ganhasse vida.

Ela também cita a forma como o disco foi construído. “Através dos ideais que Farlley queria passar no disco, ofereci algumas sugestões que se encaixaram para organizar o repertório. Logo, eu e ele conseguimos dar uma direção para elaborar o CD.” E Jamile ainda completa: “As músicas, por exemplo, estão em ordem cronológica de criação”. Isso revela, segundo Farlley, a transformação ao longo tempo pela qual suas composições passaram – daí o nome do CD, Metamorphoses. Para tanto, ganhou de presente a capa do disco, feita pelo artista plástico Páris Bogéa. Farlley explica:

“O nome da obra é Madonna. Para mim é uma metamorfose também, pois vários artistas pintam a Madonna, e cada um em sua linguagem e releitura. Meu disco passa por uma transformação a cada faixa – cada uma trazendo uma releitura de momentos diferentes da minha vida”.

Ordem das músicas no CD:

  1. Cavalaria real (1978)
  2. Caçada (1986)
  3. Ponta e faca (1988)
  4. O céu de terça-feira (1988)
  5. O beijo e os cabelos da sereia (1988)
  6. Pura (1988)
  7. Pintura, renda e pesca (1990)
  8. O tempo (1995)
  9. Quintais (2016)

Por último, o pianista diz que a inspiração e o objetivo para começar o projeto eram, simplesmente, saber se era capacitado a criar música. Ele define seu estilo composicional como “um miscigenado das linguagens populares”, o que é muito perceptível ao ouvir suas performances.

Entre os comentários dos que estavam presentes no evento, que aconteceu de forma privada na casa dos Derze, referiam-se além do estilo musical ao próprio clima agradável gerado pela família.

– O clima familiar ajuda na própria harmonia da música (Naiça)

– É desafiador entender a música, mas não causa uma ansiedade, é muito firme (Stênio, fomado em jornalismo)

– A música instrumental nos traz mais para o presente e não nos causa uma ansiedade como em outros estilos (Tályta Almeida Coelho)

– As músicas dele me lembram um quebra-cabeça. Nada está ali por acaso e tudo se encaixa com maestria. (Jorge Alves)

– Compartilhar o momento de gravação com os amigos acaba deixando tudo mais fluido e relaxado, tornando um ambiente mais propício para as improvisações, por exemplo. O Farlley tem essa pegada erudita, uma veia fusionada, mas é uma música que respira, uma composição refinada, não engessada – que é a cara do evento em si. (Hugo Coelho)

– O Farlley tem uma sensibilidade diferente: Amorosa, acolhedora. Geralmente a música costuma ficar em um plano mais etéreo. Mas aqui não, aqui todo mundo entende. (Gisele Leite L’Abbate)

Em uma análise da obra, percebe-se que há passagens bem complexas e músicas repletas de momentos que, apesar de seguir uma lógica composicional, surpreendem com improvisações excelentes e arranjos muito bem preparados. Gravar um CD parece fácil, mas é muito trabalhoso. E quanto mais trabalho, mais gratificante é o resultado.

Na lista de convidados a participar da gravação, encontram-se nomes como os dos músicos Oswaldo Amorim, Igor Diniz e Pablo Oliver, no contrabaixo; Sandro Araújo, Sandro Souza e João Ricardo Denicol, na bateria; Isaac Gomes, nos saxofones tenor, alto e soprano; Gabriel Oliveira, na guitarra; Paulinho do Trombone, no trombone; Argemiro Jr., no trompete; e Páris Bogéa como o designer gráfico do álbum. Cada um com um instrumento que, além de integrar as músicas do disco, obteve espaço de improvisação no CD Metamorphoses.

O compositor dedica sua criação aos músicos e amigos que se integraram em suas composições e à sua família, que fez parte da concretização de seu sonho.

Ian Coury Quarteto

Show no Clube do Congresso, a convite da Academia Latinoamericana de Ciência e História, 21/04/2017.

Ian Coury Quarteto 21abr2017

 Ian Coury Quarteto

Baixo: Igor Diniz

Bandolim: Ian Coury

Teclado: Farlley Derze

Bateria: Sandro Araújo

300 & Jazz


 

Festival do Buraco do Jazz , Eixão do lazer na 214 sul, Brasília, 30/4/2017.

Dia 30/04/17, domingo, das 11 às 13 horas,  a 300 & JAZZ vai abrir o Festival do Buraco do JAZZ no eixão do lazer, na altura da SQS 214. VENHAM! Boa oportunidade de curtir músicas de qualidade, acompanhados de filhos, vovós e até os bichinhos de estimação, além dos amigos é claro. Recomenda-se trazer cadeira de praia, toalha de piscina, esteiras e etc., para esticar no gramado e ficar confortavelmente instalado. Vários food trucks estarão no local, garantindo serviço gastronômico.

300&Jazz-30abr2017

300 & Jazz

Voz: Renata Levi

Voz: Renato Ramos

Bateria: João Ricardo Denicol

Baixo: Pablo Oliver

Guitarra: André Moura

Teclado: Farlley Derze

Sax: Esdras Veloso

Empresária: Rosana Lepletier

Roadie: Léo Levi


9º Festival Internacional de Filmes Curtíssimos, Cine Brasília, 30/4/2017.

No dia 20 de abril de 2017 a banda 300 & Jazz foi convidada para animar a abertura do 9º Festival Internacional de filmes curtíssimos. No repertório, canções selecionadas para atender a diversidade do público presente. Quem estava no evento pode escutar algumas jóias do música internacional, com arranjos refinados tais como:

ALL OF ME
SUMMERTIME
GEORGIA
REHAB
I PUT A SPELL ON YOU
COUNTRY MAN
UNCHAIN MY HEART
HOUND DOG
MISTY
MOON RIVER
SKYLINE PIGEON
FLY ME TO THE MOON
JUST THE WAY YOU ARE
I’M NO GOOD
FEVER
AIN’T NO SUNSHINE
ABILOLOU (autoral)
AT LAST
STAND BY ME
MY WAY

300 & Jazz

Voz: Renata Levi

Voz: Renato Ramos

Bateria: João Ricardo Denicol

Baixo: Pablo Oliver

Guitarra: André Moura

Teclado: Farlley Derze

Sax: Esdras Veloso

Empresária: Rosana Lepletier

Roadie: Léo Levi

Catorze crianças, cinco mulheres e uma luz

Farlley Derze, 29nov2015,18:18,Madri,Espanha

Catorze criancas-pb

Meu nome é Javier Gallego, oficial de polícia, e lhes contarei o que aconteceu.


No ano de 1955 minha mãe leu no jornal “El Alcázar”, de 5 de fevereiro, a história de um tal Alberto San Martín que tinha uma pedra de Marte. Embora fosse uma publicação de fevereiro, a história ocorreu em 17 de novembro de 1954.

Alberto San Martín era enfermeiro, tinha 37 anos de idade e vivia no bairro de Cuatro Caminos num apartamento de aluguel, à rua Dulcinea. Ele acreditava que o ar das manhãs curava as enfermidades. Por isso se levantava muito cedo, às quatro da manhã, para caminhar pelas ruas e respirar o ar limpo. Certa manhã saiu de casa em direção à Moncloa e de repente, na estrada “de la Coruña”, viu uma espécie de pessoa e dela se aproximou. Quando chegou perto dela seus olhos viram um ser de cor cinza e cabelos amarelos, quase albino. Essa personagem em nenhum momento lhe falou, mas gesticulava de diversas maneiras como quem tenta se comunicar. Um dos gestos era como se fosse “espere”. Em seguida, foi até uma esquina e o enfermeiro permaneceu esperando. Logo aquele ser regressou para lhe entregar uma espécie de pedra, colocou em sua mão e partiu. Alberto ao olhar por onde havia ido aquela personagem, viu um objeto luminoso que se perdeu nas altuas e o ser cinza já não estava na estrada.

A pedra tinha uma forma retangular e era de cor rosa e, além disso, trocava de cor.

Eu cresci ouvindo esta história em minha casa e, quem sabe por isso, escolhi minha profissão de policial.

O fenômeno das abduções é muito polêmico. Sobre isso há diferentes visões, inclusive a que eu tinha até ontem. Jamais acreditei que uma tal criatura de Marte veio à Madri para dar de presente a alguém uma pedra. E ainda mais incrível, o feito de que partiu em sue disco voador desde a estrada “de la Coruña” até seu mundo. Tampouco tive vontade de fazer uma investigação sobre fenômenos sobrenaturais. Mas ontem, recebi um telefonema de uma mulher em meu escritório que pareceu muito estranho. Ela falava de uma dezena de crianças, dos quais um era seu filho, que não voltaram para casa desde a noite anterior. Estava nervosa assim como outras vozes muito agitadas ao fundo, inclusive algumas chorosas.

Meu nome é Javier Gallego, oficial de polícia, e lhes exporei o que aconteceu.

Em um sábado, 4 de julho, um grupo de catorze crianças foram com seus respectivos pais a “Miraflores de la Sierra”, para passar ali as férias de verão. Todas as noites as crianças íam a uma montanha para olhar o céu. Perceberam que nas sextas surgiam luzes repentinas nas alturas. Tentaram falar disso com seus pais, mas ninguém lhes dava atenção. Na noite de 31 de julho, isto é, faz dois dias, as crianças gravaram o fenômeno com seus celulares e se esconderam debaixo de umas mantas verdes.

Na manhã seguinte, isto é, ontem, nenhum deles voltou para casa. Os pais telefonaram para a polícia, eu os atendi e logo virão os jornalistas para ouvir o que agora lhes conto.

Após o telefonema, ordenei a meu assistente que reunisse os demais policiais, inclusive aqueles que se encontravam em casa. Meia hora depois, aqui em meu escritório, lhes expliquei o assunto daquele telefonema. Planejamos a busca das crianças. Começamos por ouvir os pais com o objetivo de conhecer a rotina diária das crianças naquele lugar onde estavam de férias. Um dos pais se lembrou de uma história de luzes numa montanha que sua filha tinha tentando relatar, mas não lhe deu atenção. Assim, foi organizada uma busca nas montanhas.

Por fim, na montanha mais próxima da estrada, minha equipe descobriu cinco celulares com as imagens gravadas do que aconteceu.

O vídeo começa com uma abundância de luz de brilho azulado intenso por dezessete segundos. Enquanto isso, se pode ouvir dois sons distintos, como os de uma ambulância. Porém, ao contrário, eram tons muito graves e roucos. Pouco a pouco a intensidade luminosa se reduziu até se conseguir ver as crianças, através de um celular que parecia pendurado em uma árvore. A imagem nos mostra as crianças de costas. Entretanto, as imagens de outro celular, possivelmente deixado sobre uma rocha, nos mostra seus rostos como se fossem pequenos anjos.

As luzes vinham de apenas um objeto voador. De dentro dele saíram cinco mulheres magras e altas, de dois metros e meio, olhos violetas, cabelos compridos e brancos, a pele bronzeada, ou talvez, de cor cinza. Eram muito amáveis. Não falavam e se comunicavam por gestos. Quando abriam a boca, cantavam. As crianças pareciam hipnotizadas. As luzes da aeronave eram muito atraentes, de modo que as criancas se aproximaram para ver.

Segundo as imagens dos vídeos, havia uma boa harmonia entre elas e as mulheres. Un garoto que foi identificado como o filho da mulher que me telefonou, pisou no primeiro degrau da escada feita de fumaça e névoa, abaixo do objeto voador. As mulheres sorriam e convidavam os demais para subir. Tudo se passava com muita serenidade.

Enquanto via os vídeos, minha equipe comentava “que mulheres encantadoras”, que belos olhos violetas”, “que sorriso”, “que luz”. E ainda, em meio a tais reações, caíam-lhes as lágrimas.

As crianças subiram na aeronave, uma após outra, sem pressa e embora andassem com seus pés, se tem a impressão de que flutuavam.

Após aquelas imagens de dois minutos e nove segundos de gravação, subitamente tudo desapareceu. Os celulares permaneceram ligados e gravando o céu sem fundo, escuro, opaco, isto é, um silêncio vazio.

Tudo o que restou foram os celulares e as mantas no cume da montanha.

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Catorce niños, cinco mujeres y una luz

Farlley Derze, 29nov2015,18:18,Madrid,España

Catorze criancas-pb

Mi nombre es Javier Gallego, oficial de policía, y les expondré lo que pasó.


 

En el año de 1955 mi madre leyó en el periódico “El Alcázar”, de 5 de febrero, la historia de un tal Alberto San Martín que tenía una piedra de Marte. Aunque era una publicación de febrero, todo había pasado un 17 de noviembre de 1954.

Alberto San Martín era un enfermero que tenía 37 años de edad y vivía en Cuatro Caminos en un piso de alquiler, en la calle Dulcinea. Él creía que el aire de las mañanas curaba las enfermedades. Por lo tanto se levantaba muy temprano, cerca de las cuatro, para caminar por las calles y tomar el aire limpio. Cierta mañana salió de casa en dirección a Moncloa y de repente, en la carretera de la Coruña, vio una especie de persona a la cual se acercó. Pues cuando se acercó a dicha persona sus ojos miraron a un ser de color gris y pelo rubio, casi albino. Este personaje en ningún momento le habló, pero gesticulaba de diversas maneras como intentando comunicarse. Uno de dichos gestos era como “esperate”. De esta manera, fue hasta una esquina y el enfermero se quedó esperando. Muy pronto aquel ser volvió para entregarle una especie de piedra, se la dio en la mano y se marchó. Alberto al mirar por donde se había ido el personaje, vio un objeto luminoso que se perdió en las alturas y el ser gris ya no estaba en la calle.

La piedra tenía forma rectangular y era de un color rosado y, además, cambiaba de color.

Yo crecí oyendo esta historia en mi casa y, a lo mejor, por eso elegí mi profesión de policía. 

El fenómeno de las abducciones es muy polémico. Sobre eso hay diferentes visiones, incluso la mía hasta ayer. Jamás me pude creer que tal criatura de Marte vino a Madrid para regalarle a la gente una piedra. Y aún más increíble, el hecho de que se marchara en su platillo volador desde la carretera de la Coruña hasta su mundo. Tampoco tuve ganas de hacer una investigación de fenómenos sobrenaturales. Pero ayer, recibí una llamada de una mujer en mi despacho que me sonó algo raro. Ella hablaba de una decena de niños, de los cuales uno era su hijo, que no habían vuelto a la casa desde la noche anterior. Estaba nerviosa así como otras voces muy agitadas al fondo, incluso unas cuantas llorosas.

Mi nombre es Javier Gallego, oficial de policía, y les expondré lo que pasó.

Un sábado, 4 de julio, un grupo de catorce niños fueron con sus respectivos padres a Miraflores de la Sierra, para pasar allí las vacaciones de verano. Todas las noches los niños iban a una montaña para mirar el cielo. Percibieron que los viernes surgían luces repentinas en las alturas. Intentaron hablar de eso con sus padres, pero nadie les hacía caso. En la noche de 31 de julio, es decir, hace dos días, los niños grabaron el fenómeno con sus móviles y se escondieron debajo de unas mantas verdes.

La mañana siguiente, es decir, ayer, ninguno de ellos volvió a la casa. Los padres llamaron a la policía, yo les contesté y pronto vendrán los periodistas para oír lo que ahora les cuento.

Tras la llamada, ordené a mi asistente reunir a los demás policías, incluso los que se encontraban en sus casas. Media hora después, aquí en mi despacho, les expliqué el tema de aquella llamada. Planteamos la busca de los niños. Empezamos por oír a los padres con el objetivo de conocer de ellos la rutina diaria de los niños en aquel sitio de vacaciones. Uno de los padres se acordó de una historia de luces en la montaña que su hija había intentado relatar, pero no le hizo caso. Así que, fue organizada una busca en las montañas.

Resultó que en la montaña más cerca de la carretera, mi equipo descubrió cinco móviles con las imágenes grabadas de lo que pasó.

El vídeo empieza con una abundancia de luz de brillo azulado intenso por diecisiete segundos. Mientras tanto, se puede oír dos sonidos distintos, como de una ambulancia. Pero, al revés, eran tonos muy graves y roncos. Poco a poco la intensidad luminosa se redujo hasta que se podía ver a los niños, a través de un móvil que parecía colgado en un árbol. La imagen nos los muestra de espaldas. Todavía, las imágenes de otro móvil, seguramente dejado sobre una roca, nos muestra sus caras como de pequeños ángeles.

Las luces venían de un solo objeto volador. Desde dentro de dicho objeto salieron cinco mujeres delgadas y altas, como de dos metros y medio, de ojos violetas, pelo largo y blanco y la piel bronceada o, a lo mejor, de un color gris. Eran muy amables. No hablaban y se comunicaban a través de gestos. Cuando abrían la boca, cantaban. Los niños se quedaron hechizados. Las luces de la aeronave eran muy atractivas, de suerte que ellos se acercaron a mirar.

Según las imágenes de los vídeos, había una buena armonía entre ellos y las mujeres. Un chico que fue identificado como hijo de la que me llamó por teléfono, pisó en el primer escalón de la escalera hecha de humo y niebla, bajo el objeto volador. Las mujeres sonreían e invitaban a los demás a subir. Todo pasaba con mucha serenidad.

Mientras veían los vídeos, mi equipo comentaba “qué mujeres encantadoras”, “qué bellos ojos morados”, “qué sonrisa”, “qué luz”. Y aún, en medio de esas reacciones, se les saltaban las lágrimas.

Los niños subieron a la aeronave, uno detrás del otro, sin prisa y aunque andaban con sus pies, se tiene la impresión de que flotaban.

Tras las imágenes de dos minutos y nueve segundos de grabación, de golpe todo desapareció. Los móviles se quedaron encendidos y grabando el cielo desfondado, oscuro, opaco, es decir, un silencio vacío.

Todo lo que quedó de ellos fueron los móviles y las mantas en la cumbre de la montaña.

Arrangements

Trio de Janeiro. Miami Beach, Florida, USA, Jan-Oct, 2016.

Farlley Derze: keyboard

Ramatis Moraes: Guitar

Rose Max: Vocal

 

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Duo Aura. Brasília-DF, Brasil. Mar, 2017.

Song: Quem sabe isso quer dizer amor

Composer: Milton Nascimento

Farlley Derze: keyboards

Zila Siquet: vocal

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Keyboard: Farlley Derze

Song: Malandro

Composer: Jorge Aragão

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Keyboard: Farlley Derze

Song: Todo azul do mar

Composer: Flavio Venturini

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Keyboard: Farlley Derze

Song: Over Joyed

Composer: Steve Wonder

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Keyboard: Farlley Derze

Song: Paisagem da janela

Composer: Beto Guedes

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Duo Aura. Brasília-DF, Brasil. Mar, 2017.

Song: Rosa desfolhada

Composer: Toquinho e Vinícius de Moraes

Farlley Derze: keyboards

Zila Siquet: vocal

https://youtu.be/k-fkDvrjdoQ

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Cursos

TEORIA MUSICAL

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Descrição: o estudo da teoria musical é uma forma de compreender os elementos estruturais da música.

Nível: Básico

Carga Horária: 12 horas

Programa do curso:

  • Propriedades do Som
  • Pentagrama
  • Claves
  • As notas
  • Escalas
  • Intervalos
  • Compassos
  • Ligadura, ponto de aumento e fermata

Valor do curso: 900,00


 

Nível: Intermediário

Carga Horária: 12 horas

Programa do curso:

  • Andamento
  • Dinâmica
  • Enarmonia
  • Tons relativos e tons vizinhos
  • Modulação
  • Solfejo

Valor do curso: 900,00


 

Nível: Avançado

Carga Horária: 12 horas

Programa do curso:

  • Transposição
  • Introdução a harmonia: formação de tríades e tétrades
  • Estética musical

Valor do curso: 900,00


 

HARMONIA
 HARMONIA

Descrição: O estudo da harmonia favorece a compreensão  do funcionamento dos acordes que acompanham uma melodia. Visa oferecer caminhos e ideias para o participante tomar decisões sobre os acordes que vai empregar nos diferentes trechos da música.

Nível: Único

Carga Horária: 20 horas

Programa do curso:

  • Origem da harmonia na música ocidental
  • Tipos de acordes
  • Inversão de acordes
  • Função dos acordes
  • Harmonização com acordes
  • Harmonia número 8
  • Padrão 7/13 com melodia num único dedo.
  • Exercício e Prática de harmonização
  • participante apresentará a harmonização de 3 músicas a escolher

Valor: 1.500,00


 
 
PIANO PERFORMANCE
 
PIANO PERFORMANCE
Descrição: sistema de consultas, em que o atendimento é feito por banco de horas, pelo período de tempo que o participante desejar.

Nível: Único

Carga Horária: A escolher

Programa do curso: composição, improviso, modelagens, trilha sonora para poemas, interpretação, técnica pianística.

Valor: 75,00 por hora


 

COMPOSIÇÃO MODELAGEM MUSICAL

COMPOSICAO

Descrição: Este é um curso de composição para quem deseja compor suas próprias músicas. Utiliza um método original desenvolvido pelo autor: modelagem musical (m-modeling).

Nível: Único

Carga Horária: 16 horas

Programa do curso:

  • Técnica da modelagem
  • Estética da composição: estrutura, forma, dinâmica e intenção
  • Notação musical
  • O participante apresentará 3 composições próprias ao final do curso

Valor: 1.200,00


 

IMPROVISAÇÃO IDIOMÁTICA

IMPROVISACAO

Descrição: o curso visa estimular a criatividade com base em referências obtidas de uma variedade de escalas musicais.

Nível: único

Carga Horária: 16 horas

Programa do curso:

  • Notas do acorde com células rítmicas
  • Notas do acorde sem células rítmicas
  • Melodias emprestadas
  • participante apresentará suas improvisações em 3 músicas a escolher

Valor: 1.200,00


 

IMPROVISAÇÃO EXPERIMENTAL (INTUITIVA)

IMPROVISACAO EXPERIMENTAL

Descrição: o curso visa a elaboração do improviso com base na intuição melódica advinda do exercício da imaginação.

Nível: Único

Carga Horária: A escolher

Programa do curso: solfejar fragmentos melódicos intuitivos e anotar sua estrutura rítmica, sua vertente tonal ou atonal, explorar a transposição dos fragmentos em relação à harmonia, executar em diferentes velocidades.

Valor: 75,00 por hora


 

MASTERCLASS

MASTERCLASS

Descrição: Bate-papo interativo com os ouvintes sobre a prática de interpretar uma música baseada em variações de compasso, dinâmica e re-harmonização.

Mínimo de participantes: 10

Carga Horária: 1 hora

Valor: 750,00 (equivalente a 75,00 por pessoa).


 

WORKSHOP MODELAGEM MUSICAL

MODELAGENS

Descrição: o autor apresenta ao vivo o seu método de composição.

Mínimo de participantes: 10

Carga Horária: 1 hora

Valor: 750,00 (equivalente a 75,00 por pessoa).


 

LEITURA DE PARTITURA – CURSO PARA LEIGOS E INICIANTES

LEITURA DE PARTITURA

Descrição: Capacitar o participante à leitura e escrita da partitura, pela compreensão da função de seus símbolos.

Cada indivíduo traz consigo alguma vivência musical. Todavia, embora sejamos familiarizados com a música (desde a infância), raramente alguém tem a oportunidade de compreender a estrutura da música. O mesmo acontece no campo dos símbolos enquanto imagens que representam alguma coisa. Este curso deseja unir as experiências auditivas e visuais. Assim, a partitura será apresentada com um delimitado conjunto de símbolos de modo a se associar imagens a sons que servirá de parâmetro para se compreender como funciona uma partitura e por meio dessa compreensão promover a criatividade e a composição. Cada participante pode compor uma música por meio dos símbolos da partitura. As composições serão tocadas pelo professor em um piano.

Máximo de participantes: 10

Carga Horária: 3 horas

Valor: 225,00 por pessoa.

Para um grupo fechado de 10 pessoas: valor total 1.500,00 (equivalente a 150,00 por pessoa).


 

HISTÓRIA DA MÚSICA

HISTORIA DA MUSICA

Descrição: O participante vai compreender os padrões de melodia, ritmo e harmonia da música erudita ocidental produzida nos seguintes períodos históricos: Idade Média, Renascimento, Barroco, Classicismo, Romantismo, Modernismo. Em paralelo, conhecerá as origens do blues, do jazz, do rock, do choro, do samba, da bossa-nova, da MPB, além das vertentes populares regionais como baião, frevo, maracatu, milonga, fandango, toada, ciranda.

No curso, as músicas de cada período são tocadas ao vivo com a explicação daquilo que o ouvinte deve focar em audição para aprender a diferenciar as músicas e seus estilos.

Máximo de participantes: 10

Carga Horária: 4 horas com intervalo de 15 minutos.

Valor: 100,00 por pessoa.

Para um grupo fechado de 10 pessoas: valor total 500,00 (equivalente a 50,00 por pessoa).

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